Solidão, tédio.
pensamentos que vai e que vem.
mente inquieta.
Que paz é esta que me corroí,
que silêncio é este que me confunde.
que presente é este que evapora, fragmenta em nada, vira vento.
oque é este monstro invisível que me atormenta,
que bicho é este que tira o folego, que manifesta em movimentos lixo.
Que ser é este que aflora sensações, sentimentos, desejos proibidos,
que mete medo, culpa, lembranças, raiva.
que tira o sono, que doí o corpo, que acelera batimentos cardíacos...
Quem és tu tatu, que adentra a terra de ossos secos e suga feito sanguesuga a vil contradição do néscio,
ah, que gerra que não finda, que luta de corpo a corpo.
oque quero não faço, o que sonho não busco.
oque não não devo, é o que desejo.
Ah esse grito abafado, em minha alma, essa urgencia de ser ou estar,
de conquistar.Conquistar oque, porque, pra que...
Tédio, solidão,
nada de foguetes, nem de taças de champanhe,
nada de fogos de artíficio,ninguem pra dizer feliz ano novo.
oque há de novo, oque há de novo?
oque teme ó minha alma, oque tens amiga a oferecer,
oque tens a receber?
nada, nada, nada...não sei nada, não sei nadar.
Afunda-te então, na correnteza, melhor não desesperar.
respira profundamente e segue o fluxo do rio invisível que borbulha do fundo da terra mãe.
Pronto já me sinto bem melhor.
que silencio é este?(...)
Escrito em 31-12-2008
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