terça-feira, 29 de junho de 2010

Casa Flutuante

Casas flutuantes, ilhas flutuantes...

Há uma ilha que habita a minha alma, uma ilha flutuante.
Me leva onde meus pensamentos vão estar...
Eu queria ser como ela, totalmente livre,
Ela recebe visitas de todas as partes, mas esta sempre querendo estar a sós
consigo mesma.

Há uma casa flutuante, que passeia no céu dos meus olhos.
É noite de estrelas, elas brilham como pequenos diamantes.
Tudo é misterio, neste meu lugar.
Uma casa que habita em mim.

Tudo que habita aqui flutua, em pequenas moléculas de sonhos.
Preciso chegar em algum lugar, um lugar comum.
Preciso alcancar o tamanho paz.
Ate eu alcancei a extremidade da vida.Viver é assim muito estranho.

Alana Almondes
Nova York city, 02/09/2009

outono

È outono, as folhas das árvores em tons amarelo caêm,
Hoje a chuva continua caindo vindo da noite anterior,seu
barulho se mistura com o vento que faz bailar galhos e folhas,
os esquilos nem apareceram, penso que estão acuados pela
força do vento e pela quantidade de folhas que caem no chão.
Outubro se finda e o frio desperta, mesmo no outono. E eu aqui,
observando da janela este espetáculo dinâmico da natureza.

E eu aqui com pensamentos mais ligeiros que as folhas de
outono que voam ao vento...
E eu aqui procurando por mim mesma neste jardim secreto
de estações ligeiras,
saõ tantas alanas, álamos, raizes, caules, galhos, folhas, flores,
são tantos entantos, encantos, as vezes me vejo sem idêntidade,
esta nômade criatura que deseja arraigar os pés no mais simples,
que por um instante seja o mais importante.

E eu aqui procurando tesouros?
cavando buracos em terras estrangeiras e instrangeiras,
e eu aqui me entupindo de tantas informações e desviando de
tantas ofertas,e o vento continua forte lá fora e aqui dentro ô,
aqui dentro(...)
Por onde andas vc que caminhava diariamente na brisa do
amanhecer? por onde anda seu conceito físico.respiratório,espiritual?
E eu aqui sem meditação, sem alongamento, sem sonhos
espirituais, cedida a big apple.

Por onde anda minha cara amiga, tão convicta de seus valores?
aqui,ali, acolá, lá, lonnnnnnge daqui.
Respira fundo profundo,toca seu SER como arpa, violino,
instrumento de corda e faz deste instante uma canção de amor
a vida, no outono de 2009 em terras americanas, saudades
dos trópicos latinos,dos vales e montanhas por entre o Espírito santos
e as Minas Gerais.
E eu aqui a observar o balé da rotina...

Alana Almondes
NY(

Encontro

Tenho permitido um encontro de mim para mim.
Quanta solidao ha na beleza das novas paisagens.
Essa primavera tem me trago tulipas,orquideas e
a lembranca de girasol.Um campo de gira-sol.


Vejo uma terra avermelhada dando brilho ao ouro.
Estou entendendo melhor a respiracao que pulsa
em mim.Meu jadim secreto esta florido.
Ha um D*eu*S que baila em mim.

Doi nascer, nascer doi.De tao interessante,
chega a doer! dor e prazer, dor de prazer.
Ate eu fui obrigada a me respeitar.
As rosas encantadoras, possuim espinhos.
Mas como sao belas as flores.

Minha mente esta calmamente silenciosa,
Silenciosamente minha mente se acalma
Meus movimentos estao mais suaves ao
redor desta arvore vital , vertebral.

Meu olhos veem esse resnascimento, inspirado
no desejo de bailar com as flores.
Meus corpo experiencia um encontro desta
feminidade floral com minha alma.

Alana Rosa

palavras

As palavras correm soltas

solta palavras avras, lavras,

a mente pensa, repensa, inventa, descobre, aceita rejeita,
voa pensamentos, vai buscar quem mora longe, longe mora os meus sonhos

durmo,
acordo,
sonho,
crio, descrio... recrio
Inquieta mente, aquieta-te,
respira, inspira, expira, fundo, profundo.
Aquieta mente inquieta,

palavras, avras, lavras, soltas, correm. respira, alonga, ri e chora.

Palavras,
vem e vão,mas os sonhos esses são eternos...sonhos de liberdade.

nascer

Falando do nascer ou do morrer,
morrendo para nascer,uma força gravital?
Vem do centro, das profudenzas, das entranhas!
É necessário nascer sempre,tudo nasce de algum lugar.
Há um jardim secreto que brota todos os tipos de
sementes.Sementes que nascem em todos os lugares.

Sementes que morrem, sementes, um nascer e um
renascer.
Nascer doi! há um grito no nascimento.Grito de dor
e prazer,pois viver é um prazer, que de tão prazeroso
Chega a doeeeer!!!!!!!!!!!!!!

Tenho tido tantos nascimentos, tantas dores.
Todas tão prazerosa de experieciar, pois
oque me é o viver se nao me houver esperança
de liberdade(interrogação).Pois nascer é um ato livre
Sair de dentro para fora, desabrochar,
uma metaforfose de liberdade, de vôo.


Não é por acaso que amo as borboletas,
suas cores me encantam, mas o seu vôo,
me delira, pode ate parecer fraqueza, mas
que seja fraqueza entaõ,se amanha não for
nada disso, elas morrem,se transformam em pó.


O eterno retorno, do ir e vinr,
O morrer para nascer ou o nascer para morrer.(in
Ser ou não Ser, Eis a questão( risadas leves,

soltas, alegre,
prazerosas) risadas de quem se


nascendo
todo intante,
heheh...



Alana Rosa















































,

Solidão

Solidão, tédio.
pensamentos que vai e que vem.
mente inquieta.
Que paz é esta que me corroí,
que silêncio é este que me confunde.
que presente é este que evapora, fragmenta em nada, vira vento.
oque é este monstro invisível que me atormenta,
que bicho é este que tira o folego, que manifesta em movimentos lixo.
Que ser é este que aflora sensações, sentimentos, desejos proibidos,
que mete medo, culpa, lembranças, raiva.
que tira o sono, que doí o corpo, que acelera batimentos cardíacos...
Quem és tu tatu, que adentra a terra de ossos secos e suga feito sanguesuga a vil contradição do néscio,
ah, que gerra que não finda, que luta de corpo a corpo.
oque quero não faço, o que sonho não busco.
oque não não devo, é o que desejo.
Ah esse grito abafado, em minha alma, essa urgencia de ser ou estar,
de conquistar.Conquistar oque, porque, pra que...
Tédio, solidão,
nada de foguetes, nem de taças de champanhe,
nada de fogos de artíficio,ninguem pra dizer feliz ano novo.
oque há de novo, oque há de novo?
oque teme ó minha alma, oque tens amiga a oferecer,
oque tens a receber?
nada, nada, nada...não sei nada, não sei nadar.
Afunda-te então, na correnteza, melhor não desesperar.
respira profundamente e segue o fluxo do rio invisível que borbulha do fundo da terra mãe.
Pronto já me sinto bem melhor.
que silencio é este?(...)

Escrito em 31-12-2008